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Economia

ICMS dos combustíveis sobe em fevereiro de 2027

03 de novembro de 2026 3 min de leitura Economia
ICMS dos combustíveis sobe em fevereiro de 2027

O Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre gasolina, diesel e gás de cozinha será reajustado a partir de 1º de fevereiro de 2027. A atualização foi aprovada pelos estados e pelo Distrito Federal no Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) e terá aplicação em todo o país, inclusive em São Paulo.

Com a mudança, o imposto sobre a gasolina passará de R$ 1,57 para R$ 1,64 por litro, enquanto o diesel terá aumento de R$ 1,17 para R$ 1,30 por litro. No caso do gás liquefeito de petróleo (GLP), utilizado nos botijões de cozinha, a cobrança subirá de R$ 1,47 para R$ 1,54 por quilo. 

Os novos valores foram estabelecidos pelos Convênios ICMS 127/2026 e 128/2026, publicados no Diário Oficial da União (DOU) em 28 de outubro de 2026. A atualização segue o modelo de tributação monofásica e com alíquotas fixas por unidade de medida.

Veja quanto aumenta o ICMS de cada combustível

Os reajustes representam os seguintes acréscimos na cobrança do imposto:

CombustívelICMS atualICMS a partir de fevereiro de 2027Aumento
GasolinaR$ 1,57/litroR$ 1,64/litroR$ 0,07/litro
Diesel e biodieselR$ 1,17/litroR$ 1,30/litroR$ 0,13/litro
Gás de cozinha (GLP)R$ 1,47/kgR$ 1,54/kgR$ 0,07/kg

No caso do botijão de gás de 13 quilos, o acréscimo do ICMS corresponde a R$ 0,91. Para a gasolina, o aumento é de R$ 0,07 por litro abastecido. Já para o diesel, a diferença chega a R$ 0,13 por litro. 

Os valores indicam a variação do imposto, e não necessariamente o aumento exato que será observado nos preços finais ao consumidor. O repasse depende também dos custos de produção, distribuição, transporte e das margens comerciais de cada etapa da cadeia.

Por que o ICMS dos combustíveis vai aumentar?

A atualização do imposto é realizada anualmente pelo Confaz, com base na variação dos preços dos combustíveis. Para estabelecer os valores de 2027, foram comparados os preços registrados entre fevereiro e setembro de 2026 com os do mesmo período de 2025, considerando levantamentos da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Desde 2023, os combustíveis estão submetidos ao modelo de tributação monofásica do ICMS, com cobrança concentrada em uma etapa da cadeia e valores específicos por litro ou quilo. Esse sistema foi instituído pela Lei Complementar 192/2022.

Como o imposto é fixado por unidade de medida, a atualização não ocorre automaticamente conforme os preços nas bombas mudam. Por isso, os estados revisam os valores periodicamente, seguindo a metodologia nacional.

Reajuste não é decisão isolada de São Paulo

Apesar de o aumento ter provocado discussões políticas em São Paulo, a atualização não foi definida individualmente pelo governo estadual. A decisão foi tomada pelo Confaz, colegiado que reúne representantes dos 26 estados e do Distrito Federal e é presidido pelo Ministério da Fazenda.

A aprovação ocorreu por unanimidade, e os novos valores serão aplicados nacionalmente a partir de fevereiro de 2027. Portanto, consumidores de outros estados também estarão sujeitos à mesma atualização do ICMS sobre gasolina, diesel e gás de cozinha. 

Com informações da Agência SP



Fonte: Portal Contábeis.

Fonte consultada: Portal Contábeis

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